Milhares de voluntários se juntam a equipes estrangeiras na esperança de encontrar mais sobreviventes nos escombros, relata Tom Phillips em Caraballeda.
Fotografia e vídeo de Manu Quintero
Quando dois terramotos devastaram a costa norte da Venezuela na semana passada, Israel Rivas sentia-se em casa, a centenas de quilómetros de distância, na cidade industrial de San Félix. À medida que a escala da catástrofe se tornou clara, o jovem de 24 anos sabia que tinha de reagir. Mecânico e fotógrafo iniciante, Rivas juntou o dinheiro que vinha economizando para comprar uma nova lente de câmera e pegou um ônibus para fazer a viagem de 12 horas até La Guaira, o estado costeiro que sofreu mais danos.
"Eu não conseguia comer bem. Não conseguia dormir bem, sabendo que meus irmãos e irmãs deste país estão morrendo, então eu... vim aqui e estou fazendo o melhor que posso", disse ele na quarta-feira, exatamente uma semana após o desastre, enquanto estava do lado de fora da Residencia La Gabarra, um bloco de apartamentos de 12 andares à beira-mar que desabou em uma confusão de concreto armado e tijolos com pelo menos três crianças dentro.